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Mpox no Rio: casos dobram e Saúde compra 20 mil vacinas; veja sintomas e quem pode se vacinar

Os casos de mpox no estado do Rio mais que dobraram em 2026, e o Ministério da Saúde autorizou a compra de 20 mil doses de vacina. Mesmo assim, o país está muito abaixo do surto de 2022 e não houve mortes no estado.

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Mpox no Rio de Janeiro: profissional do SUS prepara dose de vacina
O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses de vacina contra a mpox. Imagem ilustrativa: Vector News

Os casos de mpox no estado do Rio de Janeiro mais que dobraram em 2026 em relação ao ano passado, e o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses de vacina para o estoque do SUS. Apesar do aumento, o cenário é bem diferente do surto de 2022: no Brasil inteiro, foram 665 casos confirmados neste ano, contra mais de 10 mil naquele período, e não houve mortes no estado do Rio em 2025 nem em 2026.

Segundo a Exame, a autorização para a compra foi dada nesta quinta-feira, 5 de novembro, em caráter preventivo. Um dia antes, o Ministério da Saúde havia enviado mais 2 mil doses ao estado do Rio, que somam 3,5 mil doses destinadas ao estado em 2026.

Quantos casos de mpox há no Rio de Janeiro

Os números variam conforme a fonte e a data do levantamento. Segundo a Exame, o estado do Rio registrou 269 casos entre janeiro e 3 de novembro de 2026, mais que o dobro dos 119 casos de todo o ano de 2025. Só na capital, o painel EpiRio aponta 196 casos em 2026, ante 94 no ano anterior.

O Ministério da Saúde, em comunicado de 4 de novembro, cita 218 casos no estado em 2026 e destaca a queda de 84,2% em relação a 2022, quando o Rio teve cerca de 1,3 mil casos. As duas leituras não se contradizem: comparado ao ano passado, há aumento; comparado ao surto de 2022, a situação é muito mais controlada.

Quem pode tomar a vacina contra mpox

A vacinação não é para toda a população. O público prioritário são pessoas vivendo com HIV ou aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. O esquema tem duas doses, com intervalo de 28 dias.

Se sobrarem doses, podem ser vacinados também pessoas com HIV e CD4 abaixo de 200, usuários de PrEP, a profilaxia pré-exposição ao HIV, e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. Quem teve contato com um caso confirmado pode receber a vacina pós-exposição, de preferência nos primeiros quatro dias, ou em até 14 dias, com efetividade menor.

Para se vacinar, o público prioritário deve se cadastrar nos Centros de Referência onde já é acompanhado e depois agendar a aplicação. A vacina usada no Brasil é a Jynneos, também chamada de Imvanex, da Bavarian Nordic, liberada para uso provisório pela Anvisa em 2023.

Infográfico mpox: casos no Rio de Janeiro, sintomas e quem pode se vacinar
Casos de mpox no Rio de Janeiro, sintomas e quem pode se vacinar. Infográfico: Vector News

Quais são os sintomas da mpox

O sinal mais característico são as lesões na pele. Elas começam como manchas, evoluem para bolhas e depois formam crostas. Podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e nas regiões genital e anal.

Antes ou junto com as lesões, a pessoa pode ter febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço e ínguas, que é o aumento dos linfonodos. Segundo o Ministério da Saúde, citado pela Exame, a maioria dos casos é leve a moderada, e os sintomas duram de duas a quatro semanas.

“Pessoas com sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde”, orienta o Ministério da Saúde. O diagnóstico é feito por exame laboratorial, e só o médico pode confirmar a doença.

Como a mpox é transmitida

A mpox passa de uma pessoa para outra principalmente pelo contato direto com as lesões na pele, com fluidos corporais e com secreções respiratórias. Objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, também podem transmitir o vírus. Por isso, o contato íntimo e as relações sexuais com alguém que tenha sintomas são situações de risco.

A mpox não se espalha com a mesma facilidade de doenças respiratórias como a gripe. A transmissão exige contato próximo e prolongado, o que ajuda a explicar por que os casos atuais estão concentrados em grupos específicos e por que a vacinação é direcionada.

Como se proteger da mpox

O Ministério da Saúde lista medidas simples de prevenção:

  • Evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama.
  • Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel.
  • Lavar roupas, toalhas e lençóis com água e detergente.
  • Limpar e desinfetar superfícies de uso frequente.
  • Procurar um serviço de saúde ao notar lesões na pele.

Quem tiver a doença confirmada deve cumprir o isolamento até o fim do período de transmissão e evitar contato físico próximo até a cicatrização completa das lesões. Quem teve contato com um caso deve procurar avaliação médica, mesmo sem sintomas.

Tive contato com alguém com mpox. E agora?

Quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado de mpox não precisa entrar em pânico, mas deve agir rápido. O primeiro passo é procurar um serviço de saúde para avaliar o risco da exposição. Em alguns casos, o profissional pode indicar a vacina pós-exposição, que funciona melhor quando aplicada nos primeiros quatro dias após o contato.

Enquanto isso, vale observar o próprio corpo nas semanas seguintes. Febre, ínguas, cansaço e, principalmente, o surgimento de manchas ou bolhas na pele são sinais para voltar ao médico. Também é recomendável evitar contato íntimo e não compartilhar toalhas, lençóis e roupas até ter certeza de que não houve infecção.

Contar para as pessoas com quem se teve contato próximo também ajuda a interromper a cadeia de transmissão da mpox, sem estigma: a doença pode atingir qualquer pessoa.

Mpox e o Enem neste fim de semana

Com o Enem marcado para os próximos domingos, candidatos com sintomas ou diagnóstico de doenças infectocontagiosas devem consultar as regras do edital sobre a possibilidade de reaplicação da prova, em vez de comparecer ao local doente. O Vector News reuniu as orientações sobre horários e portões do Enem 2026.

Preciso me preocupar com a mpox?

O aumento de casos no Rio merece atenção, mas não é motivo para pânico. Os números estão muito abaixo de 2022, não houve mortes no estado neste ano e há vacina e tratamento de suporte disponíveis no SUS para quem precisa. A compra das 20 mil doses é preventiva, para reforçar o estoque caso a demanda aumente.

A informação correta é a melhor proteção, e o mesmo vale para outras condições de saúde que ganham atenção nas buscas, como a rabdomiólise. Em saúde, instituições que comunicam com clareza e frequência, inclusive por meio de canais próprios de conteúdo, ajudam a combater boatos. Em caso de sintomas de mpox, a orientação é sempre procurar um serviço de saúde.

Redação Vector News
Sobre o autor Equipe editorial do Vector News Ver todas as matérias do autor →
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