Análise da redação
A SAF do Vasco está perto de mudar de dono. A Almirante Participações, empresa do empresário Marcos Lamacchia, venceu em 25 de setembro o leilão judicial para comprar 90% das ações do futebol vascaíno. Foi a única a apresentar proposta. Em 6 de outubro, o Conselho Deliberativo do clube aprovou a venda.
O vídeo explica o que faltava para o negócio sair do papel e ajuda a entender um dos movimentos mais importantes do futebol brasileiro em 2026.
Como funciona a venda da SAF do Vasco
A operação acontece dentro da recuperação judicial do clube. Por isso, a venda passou por um processo competitivo na Justiça, no formato de leilão. A Almirante entrou como investidora de referência, com o direito de igualar qualquer oferta maior. Nenhum concorrente apareceu.
Se a venda for aprovada também pelos sócios, Lamacchia passa a comandar o futebol e o clube associativo fica com os 10% restantes. A Assembleia Geral Extraordinária que vai votar o tema está marcada para o fim de outubro.
Os principais pontos do acordo
- R$ 500 milhões destinados exclusivamente ao futebol.
- Uso de São Januário garantido até 2030.
- A empresa compradora deve cobrir eventuais déficits extras sem aumentar sua participação.
- Proibição de distribuir dividendos, o que mantém o dinheiro dentro do clube.
Os pontos de atenção na SAF do Vasco
O negócio também levanta questões de governança. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, a Anresf, analisa um possível conflito de interesses, já que Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Um mesmo grupo familiar com influência em dois grandes clubes é uma situação nova para o futebol brasileiro.
A votação no Conselho também foi marcada por tensão política interna, o que mostra que, mesmo com a parte financeira encaminhada, a transição ainda exige habilidade de gestão.
O que o caso ensina sobre o futebol como negócio
A trajetória da SAF do Vasco resume a fase atual do modelo no Brasil. Depois de uma primeira onda de investidores estrangeiros, os clubes passaram a buscar estruturas mais seguras, com garantias contratuais e regras claras de investimento. A experiência anterior do Vasco com a 777 Partners, que terminou na Justiça, pesou nessas exigências.
Para executivos de outros setores, o caso é um lembrete de que aquisição não se resume ao preço. Cláusulas de proteção, regras de dividendos e governança definem se um negócio dá certo no longo prazo.
Por que vale assistir
O vídeo ajuda a entender as etapas que o negócio precisou cumprir e por que cada aprovação importa. Para quem acompanha negócios do esporte, é um caso que vai servir de referência para as próximas vendas de SAF no país.
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Vídeo incorporado do YouTube, canal R7 ESPORTES. Os direitos pertencem ao autor. Ver no YouTube


