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Eleição nos EUA hoje: democratas lideram e Trump pode perder o Congresso; veja 5 efeitos para o dólar e o Brasil

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Midterms 2026: eleitores em fila numa seção eleitoral dos EUA com placa “Vote Here”
Eleitores americanos vão às urnas nesta terça (3) para renovar a Câmara e parte do Senado.

As midterms 2026 acontecem nesta terça-feira (3) e podem tirar de Donald Trump o controle do Congresso dos Estados Unidos na metade do mandato. As pesquisas mostram os democratas à frente por 8 a 10 pontos no voto nacional, e a aprovação do presidente está entre 33% e 38%. Para o Brasil, que acaba de enfrentar a maior alta semanal do dólar desde 2008, o resultado importa mais do que parece. Veja como funciona a eleição, os cenários e os cinco efeitos que podem chegar ao seu bolso.

O que são as midterms 2026

As eleições de meio de mandato ocorrem dois anos depois da eleição presidencial. Nelas, os americanos renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado, além de governadores e cargos locais. O presidente não está na cédula, mas o resultado costuma ser lido como um plebiscito sobre o governo.

Segundo a Rádio Senado, quem controlar o Congresso depois das midterms 2026 define o ritmo das leis, do orçamento e das investigações sobre o Executivo nos dois anos finais do mandato.

O placar atual e o que dizem as pesquisas

Midterms 2026: placar atual do Congresso dos EUA e chances de cada partido
Composição atual e chances estimadas pelos modelos de projeção. Fonte: JS News USA.

Os números reunidos pelo JS News USA mostram o tamanho do desafio republicano nas midterms 2026:

  • Câmara hoje: republicanos com cerca de 218 cadeiras contra 214 dos democratas.
  • Senado hoje: 53 republicanos contra 47 democratas.
  • O que os democratas precisam: ganho líquido de cerca de quatro cadeiras em cada casa.
  • Chances na Câmara: os modelos dão de 90% a 97% de probabilidade de controle democrata, com projeção de 230 a 240 cadeiras.
  • Chances no Senado: de 70% a 80% para os democratas, com média em torno de 52 cadeiras.
  • Voto antecipado: mais de 53 milhões de votos, acima de 2022.

As disputas de Senado que vão decidir as midterms 2026

Pesquisa NYT/Siena citada pelo portal mostra democratas competitivos nas midterms 2026 até em estados tradicionalmente republicanos:

  • Texas: James Talarico (D) 50% x 43% Ken Paxton (R).
  • Ohio: Sherrod Brown (D) 49% x 44% Jon Husted (R).
  • Maine: Troy Jackson (D) 51% x 45% Susan Collins (R).
  • Michigan: Abdul El-Sayed (D) 53% x 42% Mike Rogers (R).
  • Kansas: Adam Hamilton (D) 49% x 44% Roger Marshall (R).
  • Alasca: Mary Peltola (D) 48% x 46% Dan Sullivan (R).
  • Iowa: Josh Turek (D) 48% x 47% Ashley Hinson (R), empate técnico.

Uma vitória democrata no Texas seria a primeira para o Senado no estado em mais de três décadas e teria forte peso simbólico.

Que horas sai o resultado das midterms 2026

Com o fim do horário de verão americano, a diferença para Brasília caiu para duas horas em relação à costa leste. As primeiras urnas fecham por volta das 19h no horário de Nova York, ou 21h em Brasília. As tendências da Câmara costumam aparecer ao longo da madrugada, mas disputas apertadas de Senado podem levar dias, como aconteceu em 2022. Na Califórnia, a Suprema Corte rejeitou um pedido para descartar cerca de 20 mil cédulas, o que indica apuração demorada em alguns estados.

Os três cenários possíveis das midterms 2026

  1. Onda azul: democratas levam Câmara e Senado. Trump perde a capacidade de aprovar leis e nomeações sem negociar, e o Congresso ganha poder para abrir investigações.
  2. Congresso dividido: democratas na Câmara e republicanos no Senado. É o cenário apontado como mais provável por parte dos analistas. Trump mantém as nomeações, mas perde a pauta legislativa.
  3. Surpresa republicana: manutenção das duas casas, contrariando as pesquisas. Seria uma vitória política enorme para o presidente.

5 efeitos das midterms 2026 para o Brasil

  1. Dólar: um Congresso que trava a agenda de Trump pode reduzir a expectativa de gastos e de tarifas, o que tende a enfraquecer o dólar no mundo. Para o real, que acaba de chegar a R$ 5,44, qualquer alívio externo ajuda.
  2. Tarifas e comércio: com a Câmara nas mãos da oposição, novas tarifas que dependam de lei ficam mais difíceis. Exportadores brasileiros de aço, suco de laranja e carne acompanham de perto.
  3. Relação com o governo Lula: analistas ouvidos pela Veja avaliam que a relação entre Lula e os EUA pode não melhorar mesmo com derrota de Trump, já que a política externa segue com a Casa Branca.
  4. Juros americanos: um Congresso dividido reduz a chance de grandes pacotes fiscais, o que pode aliviar os juros longos dos EUA. Juros menores lá abrem espaço para o Banco Central daqui, que decide a Selic nesta quarta. Veja o que está em jogo no Copom.
  5. Bolsa: depois da pior semana do Ibovespa desde 2020, o mercado brasileiro está sensível a qualquer notícia que mexa com o apetite global por risco.

Por que as empresas brasileiras devem acompanhar as midterms 2026

Mesmo quem não exporta sente o efeito pelo câmbio. Insumos, tecnologia e até ferramentas de anúncio cobradas em dólar ficam mais caras quando a moeda sobe. É mais um motivo para empresas reduzirem a dependência de mídia paga e investirem em canais próprios de audiência, um trabalho que a Vector Marketing & Conteúdo desenvolve com marcas de vários setores.

O Vector News acompanha a apuração das midterms 2026 e publica, na manhã de quarta-feira, o que já está definido no Congresso americano e como o dólar reagiu.

Redação Vector News
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